icone-site-verde

SIBO: Supercrescimento Bacteriano no Intestino Delgado

Você sabe o que é SIBO? Essa sigla se refere ao Supercrescimento Bacteriano no Intestino Delgado (SIBO: Small intestinal bacterial overgrowth), quando bactérias que geralmente crescem em outra parte do trato gastrointestinal começam a se proliferar nessa região.⁠


Se você tem dores abdominais, inchaço, indigestão, pode ser SIBO!


Alem dessas dores abdominais, principalmente depois de comer, inchaço, indigestão, pode causar falta de apetite, diarréia ou constipação (menos frequente), gases, perda de peso e até desnutrição.⁠

Pode acontecer quando há mudanças de pH ou mudanças na motilidade do intestino delgado, ou alterações no sistema imune e geralmente está associada a alguma doença prévia como: síndrome do intestino irritável, doença celíaca, Crohn, cirrose, diabetes, hipotireoidismo, cirurgias do trato gastrointestinal e uso de medicamentos opioides. ⁠

Baixos níveis de ácido no estômago (hipocloridria), que podem acontecer se você toma muitos medicamentos pra gastrite e refluxo como omeprazol, pantoprazol, esomeprazol ou antiácidos, podem causar SIBO também!

Como a SIBO é tratada?

O tratamento é feito com antibióticos e uma dieta específica para SIBO pode ajudar a reduzir os sintomas. Em geral essa dieta é “Low FODMAP”, ou seja, uma dieta pobre em oligossacarídeos fermentáveis, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis, que são açúcares que o intestino delgado não absorve bem e são fermentados pelas bactérias, causando gases e dores.⁠

A dieta com baixos níveis de FODMAP é muito restritiva: é necessário eliminar por 6 semanas de todos os FODMAPS e depois reintroduzi-los aos poucos na dieta para entender o que te causa sensibilidade.

Dentro os alimentos retirados, estão os laticínios, os produtos feitos com trigo (pães, massas e cereais), as leguminosas (como feijão e lentilha), alguns tipos de vegetais (como cebola, alho e aspargo) e algumas frutas (como maçã, pêssego, manga e melancia).⁠

Com tantas exclusões, há uma redução grande no consumo de calorias, fibras, ferro, cálcio, vitaminas e antioxidantes e, por esse motivo, a dieta deve ser feita com acompanhamento do seu nutricionista e médico, apenas após ter sido feito diagnóstico confirmando o problema.

Fontes: doi: 10.3390/nu12010148 / doi: 10.3389/fped.2019.00363 / PMID: 31550680⁠

Gostou? Compartilhe:

Deixe seu Comentário!

Obrigada pela visita. Fique à vontade para dizer o que achou do conteúdo… Seus comentários são super bem-vindos e responderei o mais breve possível!

Você pode voltar para ver sua resposta ou marcar o “notifique-me” para ser avisado por e-mail quando o seu comentário for respondido.

Poliana Scarcella Nutricionista

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *